Jornal da Mostra

Filmes brasileiros são grandes vencedores da 29ª Mostra BR de Cinema
Cinema, Aspirinas e Urubus
Nº 391 > 29ª Mostra > 04/11/2005



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Filmes brasileiros são grandes vencedores da 29ª Mostra BR de Cinema

Dois filmes brasileiros, o documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, de João Jardim, e o longa de ficção “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes, foram os grandes vencedores da 29ª Mostra BR de Cinema – Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Cada um deles venceu três troféus, entregues na cerimônia ocorrida nesta quinta (3/11), no Memorial da América Latina, antes da exibição de cópia restaurada do clássico “Encouraçado Potemkin” (1925), de Sergei Eisenstein.

A exibição do filme foi acompanhada pela apresentação da Orquestra Jazz Sinfônica, executando partitura original do compositor alemão Edmund Meisel,composta em 1926, com regência do maestro João Maurício Galindo.

Retratando a crise da educação no Brasil a partir do depoimento de jovens alunos e seus professores em diversos estados, “Pro Dia Nascer Feliz” obteve o Prêmio da Juventude – votado pela platéia de 16.000 alunos de escolas públicas que freqüentaram a seção Festival da Juventude, em programação paralela da Mostra. O Prêmio Bombril (que atribuiu R$ 15.000,00 ao melhor documentário da seleção nacional deste ano) e o prêmio de melhor documentário pelo júri também foram de João Jardim com “Pro Dia Nascer Feliz”.

Enfocando a convivência de um alemão e um brasileiro, que rodam as estradas do interior do Brasil em plena II Guerra, “Cinema, Aspirinas e Urubus” foi contemplado com o troféu de melhor longa de ficção pelo o júri, melhor ator para João Miguel e melhor filme brasileiro para a crítica.

O júri premiou também a produção chinesa “Pavão”, de Gu Changwei, com um troféu especial pela direção e iluminação, e o roteiro do americano “Uma Vida Iluminada”, estréia na direção do ator Liv Schreiber.

O prêmio Humanidade, criado em 2004, este ano foi entregue ao documentarista brasileiro Eduardo Coutinho. O prêmio Bombril para melhor filme nacional de ficção, no valor de R$ 25.000,00, foi dado ao estreante Marcelo Galvão, pelo filme “Quarta B”.

A crítica premiou como melhor longa estrangeiro o chinês “O Mundo”, de Jia Zhang-Ke, e concedeu menção honrosa a Jon Wengstrom, curador da Cinemateca Sueca, pela retrospectiva do cineasta Victor Sjöström. O público da Mostra escolheu como seus melhores os curtas “Minha Humanidade”, do americano Daniel Skaf, e “O Caderno Rosa de Lori Lamby”, do brasileiro Sung Sfai; os médias “Golpe de Estado contra Hugo Chávez” (França), de Kim Bartley e Donnacha O’Brien, e o brasileiro “Tinta Fresca”, de Paula Alzugaray e Ricardo Van Steen; o documentário sueco “Ingmar Bergman Completo: Bergman e o Cinema; Bergman e o Teatro; Bergman e a Ilha de Farö”, de Marie Nyreröd; e o longa dinamarquês de ficção “Adam’s Apples”, de Anders Thomas Jensen.


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