Jornal da Mostra
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29a. Mostra apresenta retrospectiva de Victor Sjöström, mestre de Ingmar Bergman
Um dos mais importantes cineastas da Era de Ouro sueca, Victor Sjöström (1879-1960) é homenageado com uma inédita e ampla retrospectiva com 19 filmes na 29a . Mostra . Ator e diretor, Sjöström é considerado como mestre por ninguém menos do que Ingmar Bergman, que assumidamente assiste ao menos uma vez por ano ao clássico A Carruagem Fantasma (1921). Integra a programação também Morangos Silvestres (1957), o filme de Bergman em que Sjöström interpreta o protagonista, naquela que seria sua última atuação no cinema.
Sjöström dirigiu 53 filmes, todos no período mudo, exceto os dois últimos ( Pai e Filho , 1931, e “Under the Red Robe”, 1937). Boa parte se perdeu devido a um incêndio ocorrido no arquivo dos estúdios Svenska, onde ele começou a carreira cinematográfica, em 1912. Nesse ano, Sjöström atuou em “The Black Masks” e “Vampyren”, dois filmes do grande amigo Mauritz Stiller (cineasta que foi homenageado com uma retrospectiva na 27a . Mostra ). No mesmo ano, Sjöström estreou como diretor no drama O Jardineiro Cruel , um roteiro original do mesmo Stiller e que foi censurado na época.
Apesar deste problema inicial com a censura, o diretor atingiu o sucesso no próximo filme, Ingeborg Holm (1913). Prosseguiu carreira com Predadores do Mar (1916), O Beijo da Morte (1916), Terje Vigen (1917), O Fora-da-Lei e sua Mulher (1918), o citado A Carrugem Fantasma (1921) , o épico com duas partes Os Filhos de Ingmar (1919) e Karin, Filha de Ingmar (1920), Garantia Perigosa (1920), Ritual do Amor (1922) e Fogo a Bordo (1923), este o último realizado na Suécia antes de sua partida para Hollywood.
Sjöström mudou-se para os EUA a convite do chefe do estúdio da MGM, Louis B. Mayer, em 1923. Lá tornou-se conhecido como Victor Seamstrom e realizou nove filmes, entre eles A Carta Escarlate (1927) e Vento e Areia (1928) – ambos com a estrela Lillian Gish, que o escolheu como diretor.
De volta à Europa, Sjöström dirigiu apenas mais dois filmes: Pai e Filho (1931) e “Under the Red Robe” (1937). Apesar de vários convites para voltar a dirigir, Sjöström recusou sempre, permanecendo unicamente ator, atuando em mais 18 filmes.