Jornal da Mostra

Manoel de Oliveira é homenageado com retrospectiva e livro na 29a. Mostra
Nº 368 > 29ª Mostra > 20/10/2005



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Manoel de Oliveira é homenageado com retrospectiva e livro na 29a. Mostra

Além de homenageado com uma retrospectiva completa na 29a. Mostra, o cineasta português Manoel de Oliveira participa do lançamento de um livro sobre sua obra, editado em parceria pela Mostra e a editora Cosac Naify. Intitulado Manoel de Oliveira, o livro será lançado neste domingo (23), às 18h30, no Clube da Mostra, no Conjunto Nacional – Corredor Cine Bombril (Av. Paulista, 2073). Estão previstos um debate com Manoel de Oliveira e Leon Cakoff, diretor da Mostra, e uma sessão de autógrafos.

O volume organizado por Álvaro Machado contém entrevista de Oliveira para Leon Cakoff em 2004/2005, ensaios do crítico Inácio Araújo, da pesquisadora Leyla Perrone-Moisés, do diretor da Cinemateca Portuguesa João Bénard da Costa, quatro artigos e um poema do próprio Manoel de Oliveira e sua filmografia completa com comentários críticos (com levantamento do jornalista Orlando Margarido), além de 50 fotos, em cores e em preto e branco.

Mestre do cinema, Manoel Cândido Pinto de Oliveira é mais longevo diretor do mundo em atividade – nasceu no Porto em 11 de dezembro de 1908. Esta é a segunda vez que a Mostra lhe dedica um retrospectiva; a primeira vez foi em 1991, durante a 15a Mostra. Sua retrospectiva na 29a. Mostra inclui 35 filmes, entre curtas e longas. Fazem parte da programação, entre outros, seu primeiro filme, Douro, Faina Fluvial (1931); Aniki-Bóbó (1942), longa considerado precursor do Neo-Realismo; os pouco vistos Hulha Branca (1932), Portugal Já Faz Automóveis (1938), Famalicão (1940), O Pintor e a Cidade (1956), O Pão (1964), As Pinturas do Meu Irmão Júlio (1965) e O Sapato de Cetim/Le Soulier de Satin (1985); e clássicos de toda a carreira do diretor como Francisca (1981), Os Canibais (1988), Viagem ao Princípio do Mundo (1997), Palavra e Utopia (2000), Um Filme Falado (2003) e seu mais recente trabalho, Espelho Mágico, que fez parte da competição oficial do Festival de Veneza 2005.

Também faz parte da programação o curta Do Visível ao Invisível, segmento do longa em progresso “Os Invisíveis”, uma parceria do diretor Manoel de Oliveira com a Mostra, a partir de uma idéia original de Serginho Groisman.

Retrospectiva Manoel de Oliveira

ACTO DA PRIMAVERA
AMOR DE PERDIÇÃO
ANIKI-BÓBÓ
BENILDE OU A VIRGEM MÃE
CAÇA, A
CAIXA, A
CANIBAIS, OS
CARTA, A
CONVENTO, O

DIA DO DESESPERO, O

DIVINA COMÉDIA, A
DO VISÍVEL AO INVISÍVEL
DOURO, FAINA FLUVIAL
ESPELHO MÁGICO

FAMALICÃO

FILME FALADO, UM
FRANCISCA
HULHA BRANCA
INQUIETUDE
LE SOULIER DE SATIN
MEU CASO, O
NÃO OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR
PALAVRA E UTOPIA
PÃO, O
PARTY
PASSADO E O PRESENTE, O
PINTOR E A CIDADE, O
PINTURAS DO MEU IRMÃO JÚLIO, AS
PORTO DA MINHA INFÂNCIA
PORTUGAL JÁ FAZ AUTOMÓVEIS
PRINCIPIO DA INCERTEZA, O
QUINTO IMPÉRIO – ONTEM COMO HOJE, O
VALE ABRAÃO
VIAGEM AO PRINCÍPIO DO MUNDO

VOU PARA CASA




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