Jornal da Mostra

Mongolian Ping Pong contrasta arcaico e mundo globalizado
Nº 345 > 28ª Mostra > 04/08/2005



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Mongolian Ping Pong contrasta arcaico e mundo globalizado

Ingenuidade infantil, belas paisagens muito bem fotografadas e um toque de humor pueril. Esses são os ingredientes que dão a tônica do longa Mongolian Ping Pong, do jovem diretor Ning Hao. A produção mostra, basicamente, o contraste entre a cidade e o campo e as diferenças culturais, mas vai além ao permitir uma leitura acerca da penetração do ocidente na tradição oriental e a inserção de um país – ainda primitivo em certos aspectos - no mundo globalizado.

O país em questão é a Mongólia. É lá, numa isolada aldeia mongol, que vive Bilike e sua família. Apesar de não contar com água encanada, luz elétrica e nenhuma modernidade do mundo civilizado, a vida no meio do nada pode revelar-se emocionante para um menino como ele.

Certo dia, por exemplo, ele e seus amigos, Erguotou e Dawa, acham uma bola de pingue-pongue. Como nunca viram uma antes, resolvem perguntar à avó de um deles do que se trata. Esta lhes diz ser uma pérola incandescente que veio do céu. Eles, no entanto, não demoram muito a desconfiar dessa versão, principalmente depois de esperarem por toda uma noite que a bola reluzisse. Resolvem, então, consultar os sábios lamas do monastério, mas ainda assim não conseguem resolver o mistério em torno da pequena bolinha branca. A resposta às suas dúvidas aparece quando assistem à TV pela primeira vez. Excitados em saber que o misterioso objeto é a “bola nacional da China”, e sem noção alguma da distância que os separa do resto do país, resolvem levar a bolinha para capital chinesa.

O diretor Ning Hao, formado em Fotografia pela Academia de Filmes de Beijing, trabalhou para a TV chinesa e dirigiu inúmeros videoclipes, muitos deles exibidos pela MTV Ásia. Mongolian Ping Pong é seu terceiro longa.







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