Jornal da Mostra
Nº 320 > 28ª Mostra > 05/11/2004
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28a Mostra termina com premiação especial para Manoel de Oliveira
A cerimônia de encerramento da 28a. Mostra BR – Mostra Internacional de Cinema, antes do show da cantora inglesa Jane Birkin no Sesc Pinheiros, trouxe uma novidade: a criação de um novo prêmio, “Humanidade”, especialmente para Manoel de Oliveira. O cineasta português, de 95 anos, foi um dos convidados de honra desta edição da Mostra, onde apresentou seu mais recente trabalho, “O Quinto Império – Ontem como Hoje”, um ensaio político e poético em torno da figura do rei D. Sebastião.O cineasta iraniano Bahman Gohbadi mais uma vez revelou-se uma rara unanimidade do público e do júri da Mostra. Este ano, o público considerou como melhor filme estrangeiro de ficção seu mais recente trabalho,“Tartarugas Podem Voar”. O júri da 24a. Mostra premiou como melhor filme o trabalho de estréia do diretor, “Tempo de Embebedar Cavalos” (empatado com “Capitães de Abril ”, de Maria de Medeiros, e “Billy Elliott”, de Stephen Daldry). Na 26a., novamente o júri premiou como melhor filme “Exílio no Iraque”, segunda incursão de Gohbadi na direção.
Os outros preferidos do público foram “Feminices” de Domingos de Oliveira (melhor filme de ficção brasileiro), “Fábio Fabuloso”, de Pedro Cezar, Ricardo Bocão e Antônio Ricardo (melhor documentário brasileiro) e “Memorias del Saqueo”, do argentino Fernando Solanas (melhor documentário estrangeiro).
O júri – formado por Cacá Diegues, Fridrik Thor Fridriksson, Abolfazl Jalili, George Sluizer, Elisa Resegotti e Phillippe Maynial – elegeu como melhor filme de ficção a produção americano-colombiana “Maria Cheia de Graça”, de Joshua Marston. Também concedeu duas menções honrosas, ao filme iraniano “Tartarugas Podem Voar”, de Bahman Gohbadi, e à produção dinamarquesa “Nas Suas Mãos”, de Annette Olesen. O melhor documentário foi o brasileiro “Estamira”, de Marcos Prado.
Já os críticos elegeram o filme tailandês “Mal dos Trópicos”, de Apichatpong Weeresathakul, como o melhor da 28a. Mostra, concedendo menção honrosa à produção argentina-espanhola “La Niña Santa”, de Lucrecia Martel.